O aparelho de desejo de 11 em cada 10 Geeks (myself included!) tem sido cada vez mais discutido em terra brasilis a medida em que a “época” de lançamento anunciada pela Claro e Vivo vão chegando.
Fiquei curioso com um artigo do Blog do iPhone, comentando sobre uma nova declaração de um executivo da Vivo a respeito do lançamento do aparelho. Aparentemente apenas 2% da base de clientes atuais da companhia poderão receber o aparelho em 1a. mão. Enquanto aqueles que estão debaixo dos requisitos da Vivo (altas contas mensais $$$) estão em uma posição confortável, os deixados de fora estão cada vez mais enfurecidos com a operadora.
Depois do fiasco da Claro em tentar cobrar pela reserva (um erro estratégico compreensível porém não justificável), a Vivo começou a receber ataques da comunidade “iPhonica”. Gritos de que a Vivo está “discriminando” os outros clientes e não clientes, que está ferindo o código do consumidor, bla bla bla começam a pipocar por aí.
O fato é que a Vivo está fazendo a lição de casa dela de forma corretíssima. Uma estratégica clássica de marketing é introduzir o seu novo produto para seus trend-makers, seus “criadores de tendência”. Pessoas influentes que utilizam de forma plena seu produto (aí a necessidade de clientes que gastam bastante, utilizam conexões de dados, etc…). Existem dois tipos de marketing viral. A utilizada em questão pela vivo é uma product-based campaign, onde seu marketing se baseia apenas no produto. Enquanto vender um produto bom parece algo óbvio, tendo um produto verdadeiramente bom, o marketing “boca-a-boca” funciona e muito bem. Isso conclui o fato da escolha dos clientes iniciais da Vivo.
Este tipo de abordagem pode se tornar um absoluto inferno para qualquer Relações Públicas de qualquer empresa pelo fato de que este tipo de marketing não é controlável. Porém a Vivo parece estar controlando a situação bem. O principal em qualquer campanha do iPhone é o próprio iPhone! A Vivo sabe disso e sabe que o fato de ser pioneira como a Claro quis carregar na sua campanha não vai alterar em nada a percepção do consumidor. O ponto principal é e sempre será o produto e todos os clientes irão buscá-lo da melhor e mais barata forma possível independente da Claro, Vivo ou até a Tim. No final das contas, o preço vai ser o grande diferencial dessa “guerra-fria”.
Vamos ver no que isso vai dar…
